três lendas
01 abril 2013
Poemas novos
três lendas
10 dezembro 2012
12 setembro 2012
"Deus ex machina" no Pensar
19 julho 2012
À minha filha, caso um dia nasça
À minha filha, caso um dia nasça

03 maio 2012
"Deus ex machina" na Folha
13 abril 2012
12 abril 2012
"Deus ex machina" no Suplemento Cultural Pernambuco
"O carioca Victor Paes é um dos fundadores do site Confraria do Vento, que desde a primeira edição revelou um alto nível nos projetos gráfico e editorial. Pouco tempo depois foi lançada a revista física da Confraria que, por fim, tornou-se uma pequena editora, tendo, inclusive, assimilado a Caliban, e mantido o catálogo desta sob forma de coleção. As edições da Confraria permanecem fiéis ao ideário de excelência que desde o início norteou o jovem grupo. Agora, Victor Paes lança 'Deus ex machina', seu segundo livro de contos. Neles, o milagre da infância torna paradoxalmente mais nítido o cotidiano, a surpresa é a dobradiça que mantém a porta que se abre para um ambiente inusitado, a precisão da linguagem reafirma um narrador maduro. Enfim, um excelente livro."
08 abril 2012
orelha de "Deus ex machina", por Italo Moriconi
29 fevereiro 2012
A arquitetura das úlceras

O poeta, editor e ator Victor Paes
estreia a coluna KOROVA MILK BAR.
Confira.
14 fevereiro 2012
Octavio Paz
13 fevereiro 2012
Crônica de Nilto Maciel com suas impressões sobre os livros "Começo de caminho: o áspero amor", de Renard Perez, "Melhores poemas", reunião de poemas de Ruy Espinheira Filho, "Poesia é isso", de Lohan Lage Pignone, e o meu "Deus ex machina".
http://literaturasemfronteiras.blogspot.com/2012/02/folhas-verdes-e-pimentoes-no-pre.html
16 janeiro 2012
Meu avesso é mais visível que um poste
02 janeiro 2012
Entrevista
Umas breves palavras que dei para Gilson Figueiredo, para o Projeto Uníssono.
http://projetounissono.blogspot.com/2011/12/victor-paes-entrevista.html
1. Victor Paes, alguma angústia técnica lhe tira o sono?
Bem, eu tenho uma certa dificuldade de pensar técnica como algo palpável demais no processo de criação. Tendo a entendê-la mais inserida em uma organicidade, que é fruto de um misto de predisposição para a coisa e de trabalho. Nesse organismo se metaboliza ao mesmo tempo tudo o que acaba convergindo numa obra. Eu sinto angústia muito aí, quando penso no quanto o trabalho está sendo ou não suficiente para alimentar a predisposição. E quando sinto essa angústia, a melhor coisa, que funciona sempre, é parar tudo e sentar para ler.
2. existem muitos poetas no Brasil?
Existem. O problema é que as dificuldades para a poesia, de todos os tipos, existem em uma quantidade proporcional. Isso acontece desde o ensino da poesia. A escola faz parecer que ler poesia é muito difícil e que escrever é muito fácil. Parece que, tanto para ler quanto para escrever, é só se concentrar no pouco que vemos dela na escola – sua funcionalidade, mais especificamente sua função emotiva (uma função legítima, veja bem, como qualquer outra, mas que não sobrevive sozinha), extraída quase à força de um mesmo grupo de seis ou sete poetas. Alguns passam a vida toda sem sair disso, mesmo após se ler e se publicar muitos livros. Mas os que são pinçados pela poesia de um modo mais sério correm por fora, buscam, enlouquecem e esses acabam vivendo a poesia mais seriamente. Esses já nem são tantos assim. Mas, claro, isso é só a ponta óbvia do iceberg. Quanto à escrita, mais especificamente, no fim não existe uma fórmula que defina alguém como escritor. Como ouvi outro dia do Raimundo Carrero, os escritores estão todos é no mesmo barco.
3. Victor Paes, poesia é arte? me desculpe a confusão, poesia é literatura?
Essa confusão é interessante. Porque se a poesia acaba, teoricamente, banida sempre para a margem da própria literatura, quanto mais da arte como um todo. Por isso é tão curioso o movimento que ela está fazendo em direção a uma reaproximação com as artes, cada vez mais no palco, em contracena, ao ponto de abdicar, muitas vezes, até das palavras. O que mostra que na verdade a poesia está acima de qualquer banimento, que ela pulsa sempre, mesmo quando lhe dão extrema unção. Inclusive quando no próprio papel.
4. Victor Paes, vc aspira um Brasil-civilização? quais suas inquietações políticas? vc se importa com política?
Teoricamente, se a política é uma mecânica que tem a todos como engrenagem, é impossível não se importar com ela, mesmo que seja através de nossa negligência. Tenho que reconhecer que às vezes tenho menos paciência do que deveria em acompanhar essa mecânica, principalmente a brasileira. Mas como política não se resume apenas à partidária, não há como um artista ser apolítico em sua obra. Fazer arte é um ato político por excelência.
5. e a mística? vc pensa nas coisas do transcendente?
Olha, já pensei mais. O complicado de pensar no transcendente é que isso já é desde o início um dar murro em ponta de faca. Sou mais pelo não pensar budista. Agora, nunca deixo de sentir espiritualidade nas coisas, em tudo. Principalmente na literatura.
6. o q é isso de uma escrita (ou poética) fora dos gêneros? q território incomum é esse?
Olha, acho difícil dentro de um gênero não se ver elementos de todos os outros. Definimos um gênero agrupando alguns elementos que elegemos como comuns e excluindo outros. O que acontece hoje é uma tendência a cada vez mais desfazermos esses paradigmas. Esse território incomum torna-se cada vez mais comum. E isso é muito saudável.
7. qual conselho vc deixaria para um jovem poeta?
Conselho parece sempre uma afronta. Porque sempre tira quem o recebe de sua zona de conforto. Então acho que até posso falar por aí: um conselho, desconfiar sempre de sua zona de conforto. Achar sempre que quando a coisa se torna fácil demais, algo está errado. Achar sempre que nunca se leu 1% do que se deve ler. Que nunca se agiu 1% do que se deve agir.
16 dezembro 2011
Grafite

Raimundo Carrero
Um menino. Este menino de idade incerta, vestido de preto, o eterno chapéu na cabeça, vestido sem graça, grotesco, as botas sujas, que já definiu o riso, entre irônico e entediado: “Todo riso vem de um mal-entendido. Se se olha as coisas como se deve olhá-las, nada há de risível debaixo do sol.” Ou que percebe a humanidade como “formas semelhantes às nossas, horrorosamente multiplicadas”. Ainda mais: olha para Sue admirando as flores e lateja um discurso medíocre mas cheio de desesperança: “Papai e mamãe, tenho muita, muita pena. Mas, por favor, não fiquem aborrecidos com isso! Gostaria muito das flores, muito mesmo, se não ficasse todo o tempo pensando que dentro de alguns dias elas estarão todas murchas!”
Trecho do conto "O pequeno pai do tempo", releitura de Carrero de "Judas, o obscuro", de Thomas Hardy




