02 Julho 2009
Artimanhas Poéticas
Amigos, este foi o Artimanhas Poéticas, evento de poesia organizado por Claudio Daniel, no Real Gabinete Português de Literatura, do qual participei, apresentando também o trabalho Que carro de boi é esse?. Na postagem de baixo, o video dessa apresentação. Abraços a todos.
01 Julho 2009
12 Maio 2009
convite
Caros, amanhã estarei no evento Quarta poética: mostra de poesia contemporânea brasileira, organizado por Anderson Fonseca e Luiz Fernando Medeiros, na Universidade Estácio de Sá, em Niterói, junto a vários poetas e amigos, e apresentarei meu poema escrito e representado sobre a música Que carro de boi é esse?, de Pedro Osmar e Loop B. Gostaria de encontrá-los lá também.
Um grande abraço a todos.
[clique no convite para vê-lo melhor]
Um grande abraço a todos.
[clique no convite para vê-lo melhor]
17 Abril 2009
Revista Polichinello 10
Amigos, na edição número 10 da revista Polichinello, um conto meu, que faz parte de meu próximo livro a ser lançado ainda este ano. Estou feliz...

Participam desta edição
[ Daniel Lins ]- Fortaleza
[ Victor Sosa ] - México
[ Juliano Pessanha ] - São Paulo
[ Luís Serguilha ] - Lisboa
[ Giselda Leirner ] - São Paulo
[ Virna Teixeira ] - São Paulo
[ Ney Ferraz Paiva ] Tocantins
[ Efraín Rodríguez Santana ] - Cuba
[ Antônio Moura ] - Belém
[ Lúcia Castello Branco ] Belo Horizonte
[ Alberto Pucheu ] - Rio de Janeiro
[ Vicente Franz Cecim ] - Belém
[ Maria Inês de Almeida ] - Belo Horizonte
[ Ieda Magri ] - Rio de Janeiro
[ Márcio-André ] - Rio de Janeiro
[ Flávio Boaventura ] - Belo Horizonte
[ Denny Yang ] - China
[ Carlos Emilio Correia Lima ] - Fortaleza
[ Beatriz Bajo ] - Londrina
[ Goiamérico Felício ] - Goiânia
[ Victor Paes ] - Rio de Janeiro
[ Nilson Oliveira] - Belém
PROGRAMAÇÃO:
BRASÍLIA - Data: 23 de Abril, às 19h.

Participam desta edição
[ Daniel Lins ]- Fortaleza
[ Victor Sosa ] - México
[ Juliano Pessanha ] - São Paulo
[ Luís Serguilha ] - Lisboa
[ Giselda Leirner ] - São Paulo
[ Virna Teixeira ] - São Paulo
[ Ney Ferraz Paiva ] Tocantins
[ Efraín Rodríguez Santana ] - Cuba
[ Antônio Moura ] - Belém
[ Lúcia Castello Branco ] Belo Horizonte
[ Alberto Pucheu ] - Rio de Janeiro
[ Vicente Franz Cecim ] - Belém
[ Maria Inês de Almeida ] - Belo Horizonte
[ Ieda Magri ] - Rio de Janeiro
[ Márcio-André ] - Rio de Janeiro
[ Flávio Boaventura ] - Belo Horizonte
[ Denny Yang ] - China
[ Carlos Emilio Correia Lima ] - Fortaleza
[ Beatriz Bajo ] - Londrina
[ Goiamérico Felício ] - Goiânia
[ Victor Paes ] - Rio de Janeiro
[ Nilson Oliveira] - Belém
PROGRAMAÇÃO:
BRASÍLIA - Data: 23 de Abril, às 19h.
CONVERSAÇÕES ENTRE NILSON OLIVEIRA E O POETA JORGE AMÂNCIO
Local: T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília DF
.
GOIÂNIA - Data: 24 de Abril, às 14h30.
EXIBIÇÃO DO FILME MAURICE BLANCHOT,
seguido de Palestra de Nilson Oliveira.
Local: CINE UFG (Faculdade de Letras/Campus II)
.
BELO HORIZONTE - Data: 29 de Abril, às 19:30.
CONVERSAÇÕES: MAURICE BLANCHOT E A LITERATURA
Com: Lúcia Castello Branco / Flávio Boaventura /André Queiroz
Local: Fundação Gregório Baremblitt /
Local: Fundação Gregório Baremblitt /
Instituto Felix GuattariRua Herval, 267 - Bairro Serra - Belo Horizonte.
.
BELÉM Dia 08 de Maio, às 17h.
Local: Casa das 11 Janelas
LANÇAMENTOS DAS REVISTAS POLICHINELLO & NÃO-LUGAR
Recital com Antônio Moura, Paulo Vieira, Luizan Pinheiro e Renato Torres.
Palestra do Filosofo Daniel Lins: Por uma Escrita Rizomatica
15 Abril 2009
1
Um mosquito morto na sobrancelha
e a voz cortada de legumes
– Aí do lado, quem abre a porta é sempre o marido
2
Carregar cem quilômetros de milhos
estuprar, reproduzir
vingar todos os irmãos
um grito,
a que nenhuma dália prevaleça
– Oh, sarça de alabastros...
– Não há milhos, senhor! Só rosanas...
E agora escurece e entram as moscas
até os ladrilhos
Um mosquito morto na sobrancelha
e a voz cortada de legumes
– Aí do lado, quem abre a porta é sempre o marido
2
Carregar cem quilômetros de milhos
estuprar, reproduzir
vingar todos os irmãos
um grito,
a que nenhuma dália prevaleça
– Oh, sarça de alabastros...
– Não há milhos, senhor! Só rosanas...
E agora escurece e entram as moscas
até os ladrilhos
08 Abril 2009
convite para lançamento
Amigos, convido-os para o lançamento da coletânea XXI Poetas de hoje em dia(nte), da qual tenho o orgulho de ter sido convidado a fazer parte, organizada pelas poetas Priscila Lopes e Aline Gallina, publicada pela editora Letras Contemporâneas, de Florianópolis, com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina. O livro tem prefácio de Eduardo Jorge e introdução de Jayro Schmidt. Serão dois lançamentos, um em Santa Catarina e outro em São Paulo:

Mais informações e links para os trabalhos de todos os poetas da coletânea:
xxipoetasdehjemdiante.blogspot.com
Um grande abraço a todos.

Mais informações e links para os trabalhos de todos os poetas da coletânea:
xxipoetasdehjemdiante.blogspot.com
Um grande abraço a todos.
31 Março 2009
09 Março 2009
poema que apresentei no evento Boca de Baco, escrito sobre a música "Que carro de boi é esse?", de Pedro Osmar e Loop B:
1
vai, inteligência de aviamentos
(são três, e isso é ser exatamente quatro)
vai, porque tudo escuta, um mover-se dentro
vai, até onde o tempo acaba
pois é lá que tudo se configura:
o tempo acaba nas bordas dos objetos
2
Alberto fugiu da escola com dois brinquedos verdes
foi encontrado entre a tarde e a noite
a não mais querer voltar de lá
Alberto foi a última palavra que Alberto aprendeu
(aprendeu antes “extintor” e “sumidade”)
uma vez tentou acordar antes do despertador
mas ele não tocou
gosta de tirar farpas dos dedos de seu avô
e abre envelopes melhor com os dentes
diz que sofre de elogios
mas calcula vaias
Alberto não fala de si
muito menos em público
3
vai, e encontra o centro do maior objeto de seu quarto
pois é lá que fica escondido um apito de lembrar silêncio
objeto, ainda assim
vai, porque pessoas são objetos três vezes ao dia
4
Alberto se pergunta: até que horas vale o jornal do dia?
uma vez inventou o objeto mais transparente do mundo:
um brinquedo, para seu irmão morto brincar
mas era tão transparente,
que, numa distração, nunca mais o encontrou
Alberto tem um assobio sem remédio em seu ouvido
que herdou com um carro de boi de seu avô
1
vai, inteligência de aviamentos
(são três, e isso é ser exatamente quatro)
vai, porque tudo escuta, um mover-se dentro
vai, até onde o tempo acaba
pois é lá que tudo se configura:
o tempo acaba nas bordas dos objetos
2
Alberto fugiu da escola com dois brinquedos verdes
foi encontrado entre a tarde e a noite
a não mais querer voltar de lá
Alberto foi a última palavra que Alberto aprendeu
(aprendeu antes “extintor” e “sumidade”)
uma vez tentou acordar antes do despertador
mas ele não tocou
gosta de tirar farpas dos dedos de seu avô
e abre envelopes melhor com os dentes
diz que sofre de elogios
mas calcula vaias
Alberto não fala de si
muito menos em público
3
vai, e encontra o centro do maior objeto de seu quarto
pois é lá que fica escondido um apito de lembrar silêncio
objeto, ainda assim
vai, porque pessoas são objetos três vezes ao dia
4
Alberto se pergunta: até que horas vale o jornal do dia?
uma vez inventou o objeto mais transparente do mundo:
um brinquedo, para seu irmão morto brincar
mas era tão transparente,
que, numa distração, nunca mais o encontrou
Alberto tem um assobio sem remédio em seu ouvido
que herdou com um carro de boi de seu avô
13 Fevereiro 2009
29 Dezembro 2008
14 Novembro 2008
Entrevista no Cronópios
Amigos, convido-os a ler uma entrevista feita comigo por Anderson Fonseca e publicada no Cronópios. Foi um processo interessante e gostaria muito que agora vocês participassem, com sua leitura. O endereço é http://cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=3648. Um grande abraço a todos.
02 Novembro 2008
cabelos à prova d'água
um documento retificado no bolso
garganta em estanho
os pés sob aninhagem
era Maçarico Rondó, capitão
que jurava ondinas
e pamonhas
sólido quanto caneta que escrevesse
um documento retificado no bolso
garganta em estanho
os pés sob aninhagem
era Maçarico Rondó, capitão
que jurava ondinas
e pamonhas
sólido quanto caneta que escrevesse
18 Outubro 2008
depois de brincar com as primas de Paulo Pego
inspirado em meu texto “a morte de Yukio Mishima”
ele ouviu
partilhou suor
anteviu
sempre soube que ririam
afinal as bonecas não serviram só à nora de ibsen
contra a corrente
mishima não tem pio
rouco afónico depois
a corrente conta
no jacinto amante de apolo
disco não acabou com tudo
ficou a flor
ficaram as jacíntias
no mishima
seppuku só acabou com a partilha de suor
ficou o vapor
inspirado em meu texto “a morte de Yukio Mishima”
ele ouviu
partilhou suor
anteviu
sempre soube que ririam
afinal as bonecas não serviram só à nora de ibsen
contra a corrente
mishima não tem pio
rouco afónico depois
a corrente conta
no jacinto amante de apolo
disco não acabou com tudo
ficou a flor
ficaram as jacíntias
no mishima
seppuku só acabou com a partilha de suor
ficou o vapor
26 Setembro 2008
FLAP! RJ 2008
Foi um sucesso a edição 2008 da FLAP! RJ. Muito interessante e animada a mesa de que participei, no dia 20, com Tanussi Cardoso, Eucanaã Ferraz, Claufe Rodrigues e João Emanuel Magalhães Pinto, debatendo sobre livros, livrarias e o mercado editorial. Vejam mais: http://flaprj.wordpress.com/programacao-2008
09 Setembro 2008
1
tirar esse dia pra manhã
varrer uma caixa de ramos e relva de si
transportá-la
torná-la tão no centro de uma montanha
que de repente
a caixa
caixa de montanha
2
toda montanha contém uma caixa
tirar esse dia pra manhã
varrer uma caixa de ramos e relva de si
transportá-la
torná-la tão no centro de uma montanha
que de repente
a caixa
caixa de montanha
2
toda montanha contém uma caixa
26 Agosto 2008
13 Agosto 2008
07 Agosto 2008
A morte de um performer
“Bullet strikes the helmet’s head”, sua canção. Seria um exagero, se ele realmente não visse as cabeças dos artistas sempre a prêmio – pagar com vender objetos usados pela nova aspirina da cabeça dos outros. E porque o exagero tem mais com o cotidiano do que com a morte. Seu nome não cabe aqui. Talvez o último (avós e quintais), mas ainda assim eu estaria, segundo ele, interpretando-o mais uma vez.
leia mais: http://www.confrariadovento.com/revista/numero21/work03.htm
leia mais: http://www.confrariadovento.com/revista/numero21/work03.htm
30 Julho 2008
27 Julho 2008
24 Julho 2008
20 Julho 2008
dois poemas de Cândido Rolim
corte que dê
sono
jorro que perfume
o gesto
sopro que talhe
o sangue
..............................
após a
passagem do rosto a
paisagem se
recompõe
corte que dê
sono
jorro que perfume
o gesto
sopro que talhe
o sangue
..............................
após a
passagem do rosto a
paisagem se
recompõe
19 Julho 2008
18 Julho 2008
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